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Fortaleza 0 x 0 Ceará

O primeiro jogo da decisão do Estadual decepcionou. Fortaleza e Ceará ficaram devendo bom futebol, chances e gols. Acabaram estacionando num 0 a 0 morno e sem graça, que manteve a vantagem do Vovô para a finalíssima do próximo domingo, 13 de maio, também no PV.

Apenas por 17 minutos, Fortaleza e Ceará fizeram lembrar uma partida final de campeonato. Tempo suficiente para uma correria desenfreada, entradas mais fortes, alguns desentendimentos e três oportunidades (não muito claras) de gol. Além de uma festa bonita nas arquibancadas.

O primeiro tempo foi rigorosamente igual ao dos dois jogos da fase classificatória. Muitos erros de passe, marcação no meio campo e apostas frustradas nos cruzamentos e batidas de muito longe. O grande momento foi quando Ciro Sena dividiu bola com Apodi. O zagueiro bateu no peito, vibrou. O lateral respondeu. Sem terem muito para vibrar, as torcidas deliraram.

Outro momento “animado”, só mesmo quando o árbitro Héber Roberto Lopes expulsou o técnico PC Gusmão, alegando excesso nas reclamações. Foi suficiente para que tricolores comemorassem e alvinegros reclamassem um bocado.

“Precisamos abrir mais os espaços e buscar mais o toque de bola, por conta da forte marcação”, avaliou o volante Esley, no intervalo. “Foi um jogo muito truncado. Os principais lances saíram só em bolas paradas e cruzamentos. Resultado de 0x0 foi justo”, comentou o goleiro João Carlos.

A análise do camisa 1 tricolor, por sinal, continuou valendo para o segundo tempo. Sem precisar tirar uma vírgula. Nem Fortaleza, nem Ceará faziam muita coisa. Tanto João Carlos quanto Fernando Henrique pouco eram exigidos. O clássico parava no meio campo, então dominado pelo Ceará, que não transformava a posse de bola em risco.

Na reta final da decisão, o Fortaleza melhorou, aproveitando as mudanças que não deram certo no Vovô. Mas o Tricolor também não conseguia pressionar. E ainda viu Misael, em contra-ataque rápido, ter seu único bom momento na partida inteira e mandar uma bola trave.

Foi o ato final de um Clássico-Rei para lá de morno. E que fez jus ao que disse João Carlos no intervalo: “Resultado de 0x0 foi justo”.

Cearense 2012

FORTALEZA – 0

TÉCNICO: NEDO XAVIER

FEC: 4-4-2

JOÃO CARLOS, RAFINHA, CIRO SENA, CLÉBER CARIOCA, KAUÊ

LEANDRO, MARIELSON, ESLEY (BISMARCK), CLÉO, JAILSON,

GERALDO (LUCAS)

CEARÁ – 0

TÉCNICO: PC GUSMÃO

CSC: 4-4-2

FERNANDO HENRIQUE, THIEGO, RÉGIS, MÁRCIO CARECA, APODI

POTIGUAR, HELENO, ROGERINHO (REINA), MOTA (MISAEL), FELIPE AZEVEDO (ROMÁRIO), EUSÉBIO

Local: Presidente Vargas

Data: 6/5/2012

Árbitro: Héber Roberto Lopes-PR

Assistentes: Carlos Berkenbrock-SC e Rodrigo Joia (FIFA/RJ)

Cartões amarelos: Jailson (F), Cléo (F)

Público: 13.832 pagantes

Renda: R$ 332.643,00

Fonte: Esportes | O POVO Online

Ceará nega arranjar resultados em 2009

A diretoria do Ceará afirmou estar tranquila quanto às escutas telefônicas que citam o clube em uma suposta conversa sobre manipulação de resultados na Série B de 2009, na partida contra o São Caetano, vencida pelo Vovô por 2 a 1 no estádio Castelão.

O vice-presidente do clube, Robinson de Castro, assegurou que o departamento jurídico do clube não realizará nenhuma ação, já que a investigação não tem o Ceará como réu.

“Quem lê o processo sabe que não tem nada a ver com combinação de resultados. É um processo de investigação da Polícia Federal (PF), em que foram faladas coisas cifradas e as pessoas maldosamente quiseram trazer como se fosse alguma relação com o Ceará e a campanha de 2009. Não há porque o Ceará realizar alguma ação contra isso, porque não somos acusados de nada. Se essa coisa voltar, a gente tomará as medidas cabíveis e necessárias”, esbravejou.

Já o advogado do Ceará, Clarke Leitão, disse que o clube não está preocupado com o episódio. “O próprio Ministério Público acredita que os investigados estavam falando em linguagem cifrada. O Ceará jamais se envolveu em qualquer manobra para combinação de resultados”.

Processo

O processo em que o alvinegro é citado tramita na Justiça Federal e apura vazamentos de operações sigilosas da PF por um agente do órgão e um empresário. As operações policiais eram destinadas a investigar fraudes em licitações e desvio de recursos federais por municípios cearenses.

Na gravação, feita no dia do jogo, o réu “diz que esteve conversando com a presidência do Ceará e que os torcedores podem ficar tranquilos, pois o time ganha hoje [naquele dia]”.

Na sentença proferida em 1ª instância, o juiz federal Danilo Fontenelle Sampaio considerou que a citação ao Ceará se tratava de uma “conversa cifrada” e uma forma do réu tentar desviar as acusações. A possível combinação de resultados é tratado pelo magistrado como “fato curioso”, “podendo ter ocorrido, ao que parece, as duas coisas”.

Fonte: Jogada – Diário do Nordeste

Escutas da PF sugerem possível manipulação de resultado em 2009

Investigação da Polícia Federal sobre o suposto vazamento de informações do órgão por parte do agente Marcílio Teles de Queiroz, de Fortaleza, acabou respingando em uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro de 2009. Foi autorizada a escuta de conversas telefônicas do acusado, suspeito de passar detalhes de operações da PF a pessoas ligadas a prefeituras cearenses – que estariam desviando recursos federais. Em um dos diálogos, é citado o jogo entre Ceará e São Caetano, em 16 de junho daquele ano, pela sétima rodada. A equipe cearense ganhou por 2 a 1 – sua primeira vitória na competição.

O diálogo que faz referência à partida é entre Marcílio Teles e Tarcísio Vieira Mota, então secretário municipal da cidade cearense de Eusébio. Nele, Tarcísio diz que o Ceará vai ganhar o jogo do São Caetano, porque, segundo o inquérito, “os árbitros disseram que vai dar tudo certo”.

Confira a transcrição da Polícia Federal:

DIA 16/06/2009 (19:05:45) – “TELES pergunta se TARCÍSIO está mais tranqüilo no negócio do futebol. TELES pergunta se TARCÍSIO vai para o jogo. TARCISÍO diz que talvez vai. TELES diz que esteve conversando com a presidência do Ceará e ele disse que os torcedores do Ceará podem ficar tranqüilo, pois o time ganha hoje. TARCÍSIO dá graças a Deus. TELES pergunta se o torcedor número um do Ceará vai hoje. TARCÍSIO diz que ele vai amanhã. TELES pergunta se TARCÍSIO falou com ele. TARCÍSIO diz que sim. TARCÍSIO pergunta se amanhã à tarde eles se vêem. TELES se despede dizendo que eles se vêem no estádio.”

DIA 16/06/2009 (19:12:06) – “TARCÍSIO diz que vai dar um recado para ACILON viajar tranqüilo, diz que recebeu um telefonema agora dizendo que o time do ceará está limpo, o time do Ceará hoje vai ganhar tudo, os árbitros disseram que vai dar tudo certo. ACILON diz que vai para o jogo. TARCÍSIO comenta que Deus é bom com eles. ACILON fala que está no hospital.”

Porém, Polícia Federal e Ministério Público Federal concluíram que o diálogo era uma conversa cifrada – inclusive citaram que as palavras usadas não são rotineiras no futebol. Ou seja: o jogo do Ceará teria sido usado para disfarçar o real teor do diálogo, sem qualquer efetiva manipulação de resultado – embora o texto abra a possibilidade de as duas coisas terem acontecido. O nome citado por eles é Acilon Gonçalves, prefeito de Eusébio.

A defesa de Marcílio Teles, porém, sustentou o que dizem as conversas: que efetivamente se tratavam de diálogos sobre a partida. Para o Ministério Público, a defesa tentou afastar um delito argumentando que os réus cometeram outro delito.

Naquela partida, não há erros decisivos de arbitragem. Os três gols foram normais. Depois daquilo, o Ceará emendou bons resultados e conseguiu o acesso à Primeira Divisão. O presidente do clube, Evandro Leitão, diz que as conversas flagradas pela PF não têm poder para colocar suspeitas sobre a campanha do clube.

– Jamais compactuaria com uma situação dessas. Uma citação dessas, que o processo indica ser codificada, não vai macular a imagem daquela campanha brilhante que fizemos em 2009. O Ceará não está preocupado com isso – disse ele.

A reportagem do GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato com o árbitro daquela partida, João Alberto Gomes Duarte.

Fonte: globoesporte.com